A Verdade que não existe na busca, silenciosa e corrosiva,
O desejo obscuro, eterno e insatisfeito,
A falta que, intensa e constante, permeia cada entranha,
São os únicos habitantes do existir.
A alma possui uma membrana fina, porosa e permeável. Absorve, mas estará sempre vazia. Nada será capaz de preenche-la. Com o tempo, até a melhor das satisfações - como ilusão que é - escoará e deixará de ter sentido, voltando-se, a alma, ao seu estado natural: murcha, enrugada.
quinta-feira, 8 de março de 2012
ONDE?
.
Incoerentemente deixei de me ser.
Distanciei-me de mim e olho para o nada.
Observo-me e desconheço.
Não vejo caminhos, não vejo pegadas.
Estanque no meio da estrada.
O que me transforma em dúvida?
Quem passou a me habitar?
A falta era tão grande que a poeira fez-se ouro?
Para onde migrou minha vida, meus planos?
Foge-me a consciência do que sou.
Apaga-se o que fui a cada passo,
E em futuros paralelos me fragmento.
Incoerentemente deixei de me ser.
Distanciei-me de mim e olho para o nada.
Observo-me e desconheço.
Não vejo caminhos, não vejo pegadas.
Estanque no meio da estrada.
O que me transforma em dúvida?
Quem passou a me habitar?
A falta era tão grande que a poeira fez-se ouro?
Para onde migrou minha vida, meus planos?
Foge-me a consciência do que sou.
Apaga-se o que fui a cada passo,
E em futuros paralelos me fragmento.
Assinar:
Postagens (Atom)
