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Novamente pude, leve e sobre nuvens, caminhar de olhos fechados...pois eram seus olhos que me guiavam.
Tive a certeza nunca mais sofrer sede, ser-me água enfim, no predestinado encontro de nossos lábios.
A mágica sentida como se o mundo parasse, desabitado, sereno... e todo o cosmo centrado em nosso toque.
Senti-me como se finalmente tivesse encontrado minha casa... pois foi seu corpo que sempre me abrigou.
Do seu corpo nasci. Nele posso me aninhar, proteger-me e viver. E só nele poderei partir.
Mas mal pude reparar seu corpo, pois foi somente sua Alma que naquele dia amei!
... O dia em que se desfizeram o passado e o futuro no reencontro de nossas almas.
Não estávamos ali, mas éramos o todo, atemporalmente...
Como uma lembrança alheia, um sonho antigo e sempre presente.
Éramos, enfim, essência, magia, reencontro e amor.
(...)
E depois disso? Como sobreviver sabendo que uma vida torna-se um mero segredo fadado ao esquecimento, reduzindo-se a magia a mais uma irrelevância...?
sábado, 5 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Triste Teatro
Seu coração é imune a poesia,
É o que nos exige a força de nós exigida.
Somos somente sintomas
Enquanto busco o que há de intenso na vida...
Seus olhos não mais veêm estrelas
E não mais reparamos no que se move devagar
Escolhas que nos fizemos fazer
Ainda que contra a maré eu tente remar.
Como a areia do tempo que não retorna,
Como os amores só admirados em histórias,
Como superfícies dos sonhos que não penetramos
... nosso medo de amar exige vitória.
Se deslocamos nossos vícios às representações
O teatro ficou mais intenso que a vida...
E temendo nos tomar de assalto o desejo,
Tornamo-nos cinzas, deixando aos sonhos as cores vivas...
É o que nos exige a força de nós exigida.
Somos somente sintomas
Enquanto busco o que há de intenso na vida...
Seus olhos não mais veêm estrelas
E não mais reparamos no que se move devagar
Escolhas que nos fizemos fazer
Ainda que contra a maré eu tente remar.
Como a areia do tempo que não retorna,
Como os amores só admirados em histórias,
Como superfícies dos sonhos que não penetramos
... nosso medo de amar exige vitória.
Se deslocamos nossos vícios às representações
O teatro ficou mais intenso que a vida...
E temendo nos tomar de assalto o desejo,
Tornamo-nos cinzas, deixando aos sonhos as cores vivas...
DESCOISA
Todo imbecil já fora menino
me rimo hoje com saudades:
poeira assentada
Enferrujada corrente
Pugnando lógica da não-lógica.
E tanto, que se penso
peço perdão por não o substimar
Se imbecil, claro! Ambos!
pois da mesma forma
Todo cansado já fora esperança...
me rimo hoje com saudades:
poeira assentada
Enferrujada corrente
Pugnando lógica da não-lógica.
E tanto, que se penso
peço perdão por não o substimar
Se imbecil, claro! Ambos!
pois da mesma forma
Todo cansado já fora esperança...
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