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Estranho, não defino e não me encontro
Nessa distância: corações tão juntos!
Se pra dizer adeus nunca estou pronto,
Ainda em mim mesmo sempre mais me afundo.
... E me perco na névoa que me abraça.
E afasta o pensar – desejar intenso.
E roga o que não quer – sonhos que mata.
E arrasta pro seu corpo – olhar sereno...
Conflito do querer que lhe instigo.
Querendo-lhe o prazer lhe dou receios.
Mas será nossa a culpa do destino?
Deixe que fluam os sonhos à deriva,
Que naufrague o receio do que somos
Pra que nesse instante saiba-se viva.
segunda-feira, 19 de março de 2012
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