Sua vida revela em mim criança.
Seus risos, dengos e beijinhos distribuídos...
Seu grudinho, seu tamanho, sua alegria
Faz-me novamente aquele eterno menino.
No seu calmo sono, tranqüilo – uma lembrança.
Uma saudade do Tempo que não andava,
Um relógio antigo, parado, observando
Enquanto em livres sonhos eu brincava...
Em seu rostinho puro, toda chama da esperança,
– ainda que como espelho revele minha idade,
Um brilho nos olhos por ser amada,
Uma risada gostosa, sinônimo de liberdade.
Carrega-me, pequena, o seu velho pra sua infância...
Um hoje sem amanhã, mas de futuro infinito
Para o prazer de ser, sem como nem porquê
Remoçando o amor desse velho num viver de menino.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
ELOGIO À SUJA DESRAZÃO
.I)
A Razão já foi criticada
A Loucura elogiada,
O que resta é a desrazão,
Não da alma, mas do coração.
Como todos, sou puro conflito!
Estando em tudo:
O que amo e o que evito.
Sendo coração, sabe-se fugir à lógica
Mas o que digo, enquanto desrazão,
Vai além da verdade pródiga.
Pensa-se o Caos, Matuta-se contradição,
Ordena-se a desordem em confusão!
Mas quando se sente, além d´alma
Consente igualmente a aureola e a cauda!
A Razão já foi criticada
A Loucura elogiada,
O que resta é a desrazão,
Não da alma, mas do coração.
Como todos, sou puro conflito!
Estando em tudo:
O que amo e o que evito.
Sendo coração, sabe-se fugir à lógica
Mas o que digo, enquanto desrazão,
Vai além da verdade pródiga.
Pensa-se o Caos, Matuta-se contradição,
Ordena-se a desordem em confusão!
Mas quando se sente, além d´alma
Consente igualmente a aureola e a cauda!
Assinar:
Postagens (Atom)
