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Sujeira?
Eu preciso dessa sua lama.
Quero que me cuspa
Lodo-pétala que anseio
Desejos-medos que não vivo.
Saudades do futuro que não me tem
Esperança ruminando os próprios dentes
Envelhecendo entre poeiras,
Sonhos decantados
Fuligens sobre elmo.
Ossos rangendo o tempo
O desmoronar da loucura ufana.
O “desejado” pelo “cuidar”,
E a dor que me trás, prescindível troca.
Afoga-me, sufoca-me, rasga-me...
Mas ainda luto
Ainda que seja
- minha última força
O seu último suspiro
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
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Sou fluido:
Moldo-me a quem quero permear.
Se vazio,
Vazo se raso amor encontrar.
Contramaré, contracorrente
Transbordo, entorno-me sobre si toda dor.
Como for, sou.
Absorvo-me, enxugo-me em seus espinhos,
Medos que lhe envolvem.
Arranque de si o outro que o supor deseja.
Seja-o, pois só a si caberá ser quem deseja,
... Que entenderá seu silêncio e chegará na sua hora.
Moldo-me a quem quero permear.
Se vazio,
Vazo se raso amor encontrar.
Contramaré, contracorrente
Transbordo, entorno-me sobre si toda dor.
Como for, sou.
Absorvo-me, enxugo-me em seus espinhos,
Medos que lhe envolvem.
Arranque de si o outro que o supor deseja.
Seja-o, pois só a si caberá ser quem deseja,
... Que entenderá seu silêncio e chegará na sua hora.
...
'
Oferta-me o que menos quero.
Não consigo lhe dar o que precisa.
Esbanja... e eu não tenho...
Se fosse contrário o sentido.
Se fôssemos um pouco o outro
Não teríamos esse insolúvel e ruidoso
Problema com o silêncio...
Oferta-me o que menos quero.
Não consigo lhe dar o que precisa.
Esbanja... e eu não tenho...
Se fosse contrário o sentido.
Se fôssemos um pouco o outro
Não teríamos esse insolúvel e ruidoso
Problema com o silêncio...
LIÇÃO
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Manto, mente, minto, monto... Mundo.
Medo, meço
Monto mentira,
Retira
Tira mente, minto – um manto!
Um manto do mundo
... Em luto
Velas para todos os lados
Velado
Veludo
Escuro
Ex-caras
Escaras... de tudo
Cansado
Do mundo.
Manto, mente, minto, monto... Mundo.
Medo, meço
Monto mentira,
Retira
Tira mente, minto – um manto!
Um manto do mundo
... Em luto
Velas para todos os lados
Velado
Veludo
Escuro
Ex-caras
Escaras... de tudo
Cansado
Do mundo.
PASSA TEMPO
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Chorar não me faz dormir
Não dormir me faz chorar
Não mais escolho o que sentir
O sentir deixou de ser amar.
Angústia vem me compor
Minha alma adoecer
Minha história decompor
O sonho de feliz viver.
Eu infinito o meu futuro
Em homeopática morte.
Já minha alma não aturo
Entre nós fez-se um corte.
Presentes do passado
Fantasmas do imperfeito
Têm nosso amor condenado
Com o frio o nosso leito.
Chorar não me faz dormir
Não dormir me faz chorar
Não mais escolho o que sentir
O sentir deixou de ser amar.
Angústia vem me compor
Minha alma adoecer
Minha história decompor
O sonho de feliz viver.
Eu infinito o meu futuro
Em homeopática morte.
Já minha alma não aturo
Entre nós fez-se um corte.
Presentes do passado
Fantasmas do imperfeito
Têm nosso amor condenado
Com o frio o nosso leito.
DESEJO-A
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Desejo-a noite e dia e tanto
Não havendo barragens a suportar
Rompendo-me de um só lanço
No afã de a si interiorizar.
Contrapese ao meu anseio
Equilibre-me tal vazão
Seja você quem permeio
Até me esquecer de seu não.
Teu mar per se não me basta
Preciso da força de sua maré
Que pra si meus desejos arrasta
Para de si ter o que é!
Tire-me seus medos do canto
Enfrente seu demônio em mim
Para todo dia e noite e tanto
Sempre eu colher o seu sim.
Desejo-a noite e dia e tanto
Não havendo barragens a suportar
Rompendo-me de um só lanço
No afã de a si interiorizar.
Contrapese ao meu anseio
Equilibre-me tal vazão
Seja você quem permeio
Até me esquecer de seu não.
Teu mar per se não me basta
Preciso da força de sua maré
Que pra si meus desejos arrasta
Para de si ter o que é!
Tire-me seus medos do canto
Enfrente seu demônio em mim
Para todo dia e noite e tanto
Sempre eu colher o seu sim.
...
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Eu sei que poderias me dar o mundo,
Mas tua pele não é minha.
Sei que por mim fostes ao fundo,
Mas nada colheu desta vinha.
Sei de tudo o que eu tinha
Tuas fartas mãos a ofertar,
Mas minha vida não trilhas
Pois nunca hei de te amar.
Eu sei que poderias me dar o mundo,
Mas tua pele não é minha.
Sei que por mim fostes ao fundo,
Mas nada colheu desta vinha.
Sei de tudo o que eu tinha
Tuas fartas mãos a ofertar,
Mas minha vida não trilhas
Pois nunca hei de te amar.
FRAGMENTOS DE CONTRADIÇÃO
Enquanto poesias, tentativas...
Projetos, rascunhos, rabiscos, mais comme l avie est un ébauche définitif, dispenso a segunda demão. Minha alma é manchada! Inacabada. Fragmento de um desejo Todo, uno. Algo perdido, uma fagulha, lapso, lacuna... e esquecimento.
Forma? Garatujas! Simples mas verdadeira como o pequeno mundo de uma criança. Um caos de sentidos, sentindo tudo sem nada ser.
Pequena fuligem de uma floresta em chamas, resquícios da verdade, do tempo e da alma... Sem jamais ser nada disso. Contrária a si, ambivalente, obviamente...
Fuligem ao vento... O que restou... De tanto me arderem os demônios que acendi...
FRAGMENTOS...
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Sei que me ama, só não entendo como...
De que forma, com quais medos?
Deseja-me como se tivesse sono
E de si espera como se fosse cedo.
Minha alma e meu corpo é testemunha
Dos bens que poderia me fazer.
Dei meus sonhos pra cravar as unhas
E meu suor para em poesias lhe ter.
Mas algo me persegue e comumente me alcança...
Um aperto – meu peito amarrado à escuridão,
Um vazio – saudade sem esperança.
Sei que me ama, só não entendo como...
De que forma, com quais medos?
Deseja-me como se tivesse sono
E de si espera como se fosse cedo.
Minha alma e meu corpo é testemunha
Dos bens que poderia me fazer.
Dei meus sonhos pra cravar as unhas
E meu suor para em poesias lhe ter.
Mas algo me persegue e comumente me alcança...
Um aperto – meu peito amarrado à escuridão,
Um vazio – saudade sem esperança.
STELLA III
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Não estou mais no meu desejo
. E inda mais longe da razão.
Finalmente além da mente.
Transcendência enfim...
Desde você sou além de mim!
Não estou mais no meu desejo
. E inda mais longe da razão.
Finalmente além da mente.
Transcendência enfim...
Desde você sou além de mim!
TEORIA DA RELATIVIDADE
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Estou no quando
Quanto menos sou
Sou só enquanto...
...um canto que já passou.
Na intensidade do quando
Enquanto o nunca for muito tempo,
Entendo que o pesar de um pranto
É a eternidade de um momento.
Tempos de Noite...
Mas a lua me rasga
Desinvento o açoite
Sendo-me em noite rara...
E assim sem questionar sorrio...
Um fio que em minha face se curva
Em Lua a afastar da noite o vazio
Quando o sonho do ‘pra sempre’ se turva.
Estou no quando
Quanto menos sou
Sou só enquanto...
...um canto que já passou.
Na intensidade do quando
Enquanto o nunca for muito tempo,
Entendo que o pesar de um pranto
É a eternidade de um momento.
Tempos de Noite...
Mas a lua me rasga
Desinvento o açoite
Sendo-me em noite rara...
E assim sem questionar sorrio...
Um fio que em minha face se curva
Em Lua a afastar da noite o vazio
Quando o sonho do ‘pra sempre’ se turva.
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