¨
Não venha
Não me ame
Não me cale
Não me chame.
Não podemos
Não há tempo
Não tem nada
Não há nada
O que é medo?
Não assim
não me aqueça
Não pra mim
não se esqueça
olha a hora
não me esqueço
dessa escola.
É proibido!
O quê sinto?
Sinto apertado...
O que é bonito?
Fui adestrado.
Eu me repito
Não é normal
tão arrancado
dilacerado
peito traído
eu me repito
é proibido
amor banido
por favor
não me olhe
não devore
olhe a dor
não se demore
Não me apavore
Não me apavora
Tanto assim
Se não mais mora
ainda em mim
O seu amor.
Janeiro/2009
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
ESTRELA
¨
Aura do meu bem que me enternece,
Leva esse peso para outro mundo, inocente luz –
Olhos que me amparam qual uma prece!
Pedra mística – da dor garimpada a fundo,
Que transforma lágrima em flor: tua arte!
... E num sorriso me cura o mundo.
Porque vieste, mestiça de céu e mar,
A sombria alma desse pai,
Desmerecedor de tal beleza, iluminar?
Porque deixaste a pureza do céu, Estrela cadente?
Para cadenciar essa vida – triste noite enevoada
Curando-a, para que em ti ascenda contente?
Porque deixaste o profundo azul, Estrela do mar?
Para me inundar dessa paz – silêncio calmo seu sorriso,
Afogando-me em teu colo, para enfim eu respirar?
O que me ensinas – brilho intenso, Estrela Flor –,
Não conhecerei nas dores nem na razão,
Só em tua doce alma, imensa aura – verdadeiro amor!
10/11/2010
Aura do meu bem que me enternece,
Leva esse peso para outro mundo, inocente luz –
Olhos que me amparam qual uma prece!
Pedra mística – da dor garimpada a fundo,
Que transforma lágrima em flor: tua arte!
... E num sorriso me cura o mundo.
Porque vieste, mestiça de céu e mar,
A sombria alma desse pai,
Desmerecedor de tal beleza, iluminar?
Porque deixaste a pureza do céu, Estrela cadente?
Para cadenciar essa vida – triste noite enevoada
Curando-a, para que em ti ascenda contente?
Porque deixaste o profundo azul, Estrela do mar?
Para me inundar dessa paz – silêncio calmo seu sorriso,
Afogando-me em teu colo, para enfim eu respirar?
O que me ensinas – brilho intenso, Estrela Flor –,
Não conhecerei nas dores nem na razão,
Só em tua doce alma, imensa aura – verdadeiro amor!
10/11/2010
NOITE DE NUVENS
.
O mundo anda desconfortável.
Qualquer roupa me incomoda...
E já há vergonha em tirá-las.
Nenhum lugar me abriga
Nenhuma chuva me refresca
Nenhum olhar ainda brilha...
As pessoas não se vêem
Ninguém se abraça
... E meu coração anda cansado.
Não me permitem dividir
Mostrar minha alma sem julgamento.
Sem ninho, sem par, sem esperança...
O mundo não me veste mais
E a solidão me sufoca...
Não respiro nesse vácuo de sentimentos.
O que tenho não é meu.
O meu amor – um grito mudo...
E o definhar de tudo: minha certeza!
01.11.10
O mundo anda desconfortável.
Qualquer roupa me incomoda...
E já há vergonha em tirá-las.
Nenhum lugar me abriga
Nenhuma chuva me refresca
Nenhum olhar ainda brilha...
As pessoas não se vêem
Ninguém se abraça
... E meu coração anda cansado.
Não me permitem dividir
Mostrar minha alma sem julgamento.
Sem ninho, sem par, sem esperança...
O mundo não me veste mais
E a solidão me sufoca...
Não respiro nesse vácuo de sentimentos.
O que tenho não é meu.
O meu amor – um grito mudo...
E o definhar de tudo: minha certeza!
01.11.10
OLHOS TRISTES
.
Para você que nunca vejo,
(E quando o busco no espelho
Se esconde num terceiro),
Tenho tanto o que dizer,
Mas tanto me impõe a sentir.
Preciso saber a sua face...
Se me apavora ou me atrai.
Não me culpe como Eros a Psique.
Mas ao revés, como eco de mim,
Arraste-me às minhas profundezas.
Preciso lhe confessar meus medos
Desabafar minhas inseguranças
Preciso calma! Mas me atropela...
Não me deixa refletir e me invade
Lançando-me atado ao escuro!
Se minha reflexão não me reflete
E se sou ação e o outro a forma
(dois que se encontram e não se são)
Você não é ato nem espaço...
Seria o Tempo, a Idéia ou o Nada?
*.*.*
Mônade, Pulsão ou Potência?
Religião, negação ou inércia?
Fel, vício ou latência?
Indecência – castidade e quimera?
... Um vazio a que recorro como mito!
Quem é e o que me faz?
Esconde-se estando sempre em mim.
Indefine-me e me obriga a ser.
Alegra-me a vida desejando-me a morte
E dela me afasta me sufocando de querer...
Um sopro – hálito da treva
Anĭma e Thânatos enlaçados
O vazio entre o céu e a terra,
O peso entre a terra e a morte.
Silêncio que não me deixa dormir...
Permita-me a calma, olhos tristes.
Não me espreite sombrio e lhe juro esquecer,
Descanse também e não divida sua dor.
Saia de mim ou se esconda de vez!
Dê-me essa arma... ou aperte o gatilho!
25.10.2010
Para você que nunca vejo,
(E quando o busco no espelho
Se esconde num terceiro),
Tenho tanto o que dizer,
Mas tanto me impõe a sentir.
Preciso saber a sua face...
Se me apavora ou me atrai.
Não me culpe como Eros a Psique.
Mas ao revés, como eco de mim,
Arraste-me às minhas profundezas.
Preciso lhe confessar meus medos
Desabafar minhas inseguranças
Preciso calma! Mas me atropela...
Não me deixa refletir e me invade
Lançando-me atado ao escuro!
Se minha reflexão não me reflete
E se sou ação e o outro a forma
(dois que se encontram e não se são)
Você não é ato nem espaço...
Seria o Tempo, a Idéia ou o Nada?
*.*.*
Mônade, Pulsão ou Potência?
Religião, negação ou inércia?
Fel, vício ou latência?
Indecência – castidade e quimera?
... Um vazio a que recorro como mito!
Quem é e o que me faz?
Esconde-se estando sempre em mim.
Indefine-me e me obriga a ser.
Alegra-me a vida desejando-me a morte
E dela me afasta me sufocando de querer...
Um sopro – hálito da treva
Anĭma e Thânatos enlaçados
O vazio entre o céu e a terra,
O peso entre a terra e a morte.
Silêncio que não me deixa dormir...
Permita-me a calma, olhos tristes.
Não me espreite sombrio e lhe juro esquecer,
Descanse também e não divida sua dor.
Saia de mim ou se esconda de vez!
Dê-me essa arma... ou aperte o gatilho!
25.10.2010
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