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O mundo anda desconfortável.
Qualquer roupa me incomoda...
E já há vergonha em tirá-las.
Nenhum lugar me abriga
Nenhuma chuva me refresca
Nenhum olhar ainda brilha...
As pessoas não se vêem
Ninguém se abraça
... E meu coração anda cansado.
Não me permitem dividir
Mostrar minha alma sem julgamento.
Sem ninho, sem par, sem esperança...
O mundo não me veste mais
E a solidão me sufoca...
Não respiro nesse vácuo de sentimentos.
O que tenho não é meu.
O meu amor – um grito mudo...
E o definhar de tudo: minha certeza!
01.11.10
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