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Será que algum dia algo me satisfará?
Alguém de algum modo me dará paz?
Ou aprenderei que a dor que sofrer me faz
Só no meu final silenciar se acalmará?
Que fosse Contínuo e intenso o pleno gozo,
Ideada imagem de completude e prazer,
Com a paz no colo do infantil adormecer...
...Tais anseios faz-me dos seres o mais tolo.
Nesse eterno embate de princípios
Entre a flecha do prazer e a blindagem do real
Sinto-me cambaleante arrastado a precipícios.
Seria eu tão estrangeiro e anormal
Que findará com o mesmo desejo do início,
Ou simplesmente humano: mediocre e banal?
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Verdade?
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A verdade, tão falsa quanto a tola crença,
Em juras de recompensa destrói toda paz.
Oferta-nos o paraíso mas o inferno nos faz
Dilacerando o peito de quem no outro pensa!
Mas se o próprio outro repudia a verdade,
Quem acolhe a oferta de suposto bem?
Se a velha máscara não incomoda ninguém,
Porque se pregar o eco e a reciprocidade?
A salvação e o maldito bem comum...
A estúpida honra, a índole e o caráter
Faz com que sejamos todos e não mais um.
E o tolo que chora em infindável sofrer,
Reconhecendo-se como fraco sem valor algum,
Inda crê que a felicidade da verdade irá nascer!
A verdade, tão falsa quanto a tola crença,
Em juras de recompensa destrói toda paz.
Oferta-nos o paraíso mas o inferno nos faz
Dilacerando o peito de quem no outro pensa!
Mas se o próprio outro repudia a verdade,
Quem acolhe a oferta de suposto bem?
Se a velha máscara não incomoda ninguém,
Porque se pregar o eco e a reciprocidade?
A salvação e o maldito bem comum...
A estúpida honra, a índole e o caráter
Faz com que sejamos todos e não mais um.
E o tolo que chora em infindável sofrer,
Reconhecendo-se como fraco sem valor algum,
Inda crê que a felicidade da verdade irá nascer!
...
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Destruo tudo o que toco
Como a lâmina do tempo
Mas ao revés deste
nada crio que não dor!
Nada sou que não a morte
De tudo o que acredito
De tudo o que me inspira
De tudo o que ja amei...
Mas nunca soube o que é amar
Traduzindo-o por sofrer
Que se eterniza na minha alma
E na de quem em mim acreditou.
Não temo em nada o futuro
O passado que me assombra
Nas tristes pegadas que deixei
E em todos os sonhos que pisei...
Eu só queria acordar
...ou morrer de vez!
maio.
Destruo tudo o que toco
Como a lâmina do tempo
Mas ao revés deste
nada crio que não dor!
Nada sou que não a morte
De tudo o que acredito
De tudo o que me inspira
De tudo o que ja amei...
Mas nunca soube o que é amar
Traduzindo-o por sofrer
Que se eterniza na minha alma
E na de quem em mim acreditou.
Não temo em nada o futuro
O passado que me assombra
Nas tristes pegadas que deixei
E em todos os sonhos que pisei...
Eu só queria acordar
...ou morrer de vez!
maio.
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