segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

INCERTO NAVEGAR

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Viver não é preciso!
Assim como o bom presente não é necessário,
Não se deve levar uma dádiva a calvário.
Pois um desobrigado saborear é seu único sentido!

Viver não é preciso!
Pois já se saberia, se preciso fosse,
Se suave, amargo, salgado ou doce,
Mas assim como o Amor, não pode ser medido!

Não há que ser pesada como a lida,
Necessária, conseqüente, retamente exigida.
Sente-se a vida como um sonho de menino...

E mesmo o que hoje digo, ontem não dizia,
Desatendo-me... pois assim como a poesia,
O Viver é impreciso!

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SAÍDA

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Sabe-se só,
Somente saudades...

Sonha sonatas,
Soam silêncios...

Sente-se sem Ser,
Saqueada sua sorte.

Sofre sua sina:
Severa solidão!
...
“Sobe! Sobe! Sobe...”
São sussurros sombrios...

Sabe, sonha, sente, sofre...
Salta!

Silêncio...


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VENTOS

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I)
A nuvem nua vem
Despida de despedida
Envolver meu bem...

II)
A nuvem crua vem
Vestida de despedida
– Faz chorar alguém!