sábado, 5 de março de 2011

NATUREZA

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Novamente pude, leve e sobre nuvens, caminhar de olhos fechados...pois eram seus olhos que me guiavam.

Tive a certeza nunca mais sofrer sede, ser-me água enfim, no predestinado encontro de nossos lábios.

A mágica sentida como se o mundo parasse, desabitado, sereno... e todo o cosmo centrado em nosso toque.

Senti-me como se finalmente tivesse encontrado minha casa... pois foi seu corpo que sempre me abrigou.

Do seu corpo nasci. Nele posso me aninhar, proteger-me e viver. E só nele poderei partir.

Mas mal pude reparar seu corpo, pois foi somente sua Alma que naquele dia amei!

... O dia em que se desfizeram o passado e o futuro no reencontro de nossas almas.
Não estávamos ali, mas éramos o todo, atemporalmente...
Como uma lembrança alheia, um sonho antigo e sempre presente.
Éramos, enfim, essência, magia, reencontro e amor.


(...)

E depois disso? Como sobreviver sabendo que uma vida torna-se um mero segredo fadado ao esquecimento, reduzindo-se a magia a mais uma irrelevância...?

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