quinta-feira, 3 de março de 2011

Triste Teatro

Seu coração é imune a poesia,
É o que nos exige a força de nós exigida.
Somos somente sintomas
Enquanto busco o que há de intenso na vida...

Seus olhos não mais veêm estrelas
E não mais reparamos no que se move devagar
Escolhas que nos fizemos fazer
Ainda que contra a maré eu tente remar.

Como a areia do tempo que não retorna,
Como os amores só admirados em histórias,
Como superfícies dos sonhos que não penetramos
... nosso medo de amar exige vitória.

Se deslocamos nossos vícios às representações
O teatro ficou mais intenso que a vida...
E temendo nos tomar de assalto o desejo,
Tornamo-nos cinzas, deixando aos sonhos as cores vivas...

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