A Verdade que não existe na busca, silenciosa e corrosiva,
O desejo obscuro, eterno e insatisfeito,
A falta que, intensa e constante, permeia cada entranha,
São os únicos habitantes do existir.
A alma possui uma membrana fina, porosa e permeável. Absorve, mas estará sempre vazia. Nada será capaz de preenche-la. Com o tempo, até a melhor das satisfações - como ilusão que é - escoará e deixará de ter sentido, voltando-se, a alma, ao seu estado natural: murcha, enrugada.
quinta-feira, 8 de março de 2012
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