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Incoerentemente deixei de me ser.
Distanciei-me de mim e olho para o nada.
Observo-me e desconheço.
Não vejo caminhos, não vejo pegadas.
Estanque no meio da estrada.
O que me transforma em dúvida?
Quem passou a me habitar?
A falta era tão grande que a poeira fez-se ouro?
Para onde migrou minha vida, meus planos?
Foge-me a consciência do que sou.
Apaga-se o que fui a cada passo,
E em futuros paralelos me fragmento.
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