Sua vida revela em mim criança.
Seus risos, dengos e beijinhos distribuídos...
Seu grudinho, seu tamanho, sua alegria
Faz-me novamente aquele eterno menino.
No seu calmo sono, tranqüilo – uma lembrança.
Uma saudade do Tempo que não andava,
Um relógio antigo, parado, observando
Enquanto em livres sonhos eu brincava...
Em seu rostinho puro, toda chama da esperança,
– ainda que como espelho revele minha idade,
Um brilho nos olhos por ser amada,
Uma risada gostosa, sinônimo de liberdade.
Carrega-me, pequena, o seu velho pra sua infância...
Um hoje sem amanhã, mas de futuro infinito
Para o prazer de ser, sem como nem porquê
Remoçando o amor desse velho num viver de menino.
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