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(ou ‘Do Deus-Amor Aristotélico’)
A vontade de mim faz-me ser.
O que me move não há em mim.
Minha vida está num outro viver,
Noutro peito meu pulsar enfim.
Move-me sem se mover...
Animus de minha alma inanimada.
Mas em mim só haverá o morrer
Quando em si minha vida for calada.
Todo inerte mover-se vejo claro
Mas noutro estar não me ponho.
E no vício do retorno acomodado
Iludo-me em parco sonho:
‘Se essa alma fosse minha
E um presente eu lhe pudesse dar
A Liberdade eu lhe daria
Para além de mim poder voar!’.
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