segunda-feira, 30 de maio de 2011

À Lucien, Hermann, Jacob e aos nossos

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Hoje meu pai morreu.

E o alívio que me percorre
É tão pavoroso quanto o desamparo.

A ele cultuo minhas culpas
Dele me livro os grilhões.

Deixo de sofrer o ato
Pra sofrer o pensamento.

Mas os desejos são os mesmos...

Sua morte, pois, inútil.

Vigia-me inda mais
Onipresente, interiorizado

Duas vezes novamente lhe pranteio:
A falta e a presença!

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