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Hoje meu pai morreu.
E o alívio que me percorre
É tão pavoroso quanto o desamparo.
A ele cultuo minhas culpas
Dele me livro os grilhões.
Deixo de sofrer o ato
Pra sofrer o pensamento.
Mas os desejos são os mesmos...
Sua morte, pois, inútil.
Vigia-me inda mais
Onipresente, interiorizado
Duas vezes novamente lhe pranteio:
A falta e a presença!
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