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Será que algum dia algo me satisfará?
Alguém de algum modo me dará paz?
Ou aprenderei que a dor que sofrer me faz
Só no meu final silenciar se acalmará?
Que fosse Contínuo e intenso o pleno gozo,
Ideada imagem de completude e prazer,
Com a paz no colo do infantil adormecer...
...Tais anseios faz-me dos seres o mais tolo.
Nesse eterno embate de princípios
Entre a flecha do prazer e a blindagem do real
Sinto-me cambaleante arrastado a precipícios.
Seria eu tão estrangeiro e anormal
Que findará com o mesmo desejo do início,
Ou simplesmente humano: mediocre e banal?
sexta-feira, 30 de julho de 2010
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