sexta-feira, 21 de maio de 2010

SOU VAZIO

ستانيسلاوس

*

Um oco num buraco negro,
- Vazio impreenchível,
É o nada envolto de tudo!
Contemplando a completude
Sendo incompleto em tudo!

Não ser claro nem escuro,
Não ser força e nem medo,
A fragilidade esmagada
Mas eterna, simples, intacta
Ante a imensidão desprezada!

Não há no tempo um espaço
Não há futuro na cegueira
Nem na lembrança qualquer passado
Pois o presente, que nunca é,
É pelos sentidos transpassado.

Sem vida, sem cor, sem movimento
Incompreensível dinâmica do nada
- Ausência do sim e do não.
Sem extensão e atemporal
Mas sendo ainda pura intuição!

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