quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ENGANADOR - ou Génie Malan

Quero a morte do amado testemunha
Para com ele apagar o céu que me fez acreditar
Cortar das flores os perfumes que exalei,
Da lua o mistério que me achei.
Rasgar do universo a vontade que me desviou ou o destino que me trouxe
Rogar pelo fim dos sonhos a ilusão dos Astros
E pelo castro das deusas, venenosa cegueira
Calar as Sereias que de vícios observa-nos a desgraça
De uma multidão que segue a dolorosa esperança trazida pela torta paixão.
Quero caminhar no mundo sem que este me observe
Sem deus que me vigie as normas que o assacaram
Mesmo das podres prisões intimada vida que nos deu.
Chamo-o de morte pela infame vida que me fez
Marionete de seu mundo ou jogo que me impôs.
Mas deste-me impiedoso cínico a aparente liberdade
De traçar a lâmina em meu pescoço

Fugindo da vã vontade

Que na dúvida eterna

Sangra meu ainda coração.

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