Raros teus olhos espelharam os meus
que pouco gozaram a mesma dança.
Nos imiscíveis suores a fadiga
de nosso falso amor que nada alcança.
Seríamos castos se sempre amiga
fostes de mim sem os sentidos meus
ludibriarem tua ingrata alma culpada
pensada abutre quando és Prometeu.
Deste a sede de te ver libertada,
Se hoje estás morta, ainda te ouço em cantigas
a tirar-me o sono em busca de cura
que leve esperança e traga salivas.
Tornei-me teu sonho doando ternura,
Por ti matei e tive a vida arrancada,
Sem pesar entreguei minha cega alma
crendo ser a escolhida, eterna amada.
Poucos frutos colhi em amante palma,
Mentiu seu amor em impensadas juras,
Lançou às trevas meu consternado peito
honesto em te amar, só em nova procura.
Se não és a eterna amada, já em meu leito
solitário, choro tua imensa falta.
Se sofrendo te amo e amando te afasto,
És perdição, minha sublime balda.
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